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Intel colabora com DRM

Altieres Rohr | 11/06/2005 - 14h00

Com o crescimento do uso da mídia digital, as empresas que produzem filmes e outros produtos multimídia querem um jeito de controlar como seus produtos serão utilizados pelos consumidores, com o objetivo de evitar a pirataria.

Transferir arquivos pela rede hoje (seja através de redes P2P ou servidores caseiros) não é uma tarefa difícil, pois é difícil de saber quem disponibiliza os arquivos. Certos países também possuem leis que não permitem investigações desse tipo, pois não constitui um crime naquele país.

Para suprir essa necessidade de controlar o uso da mídia digital, foi criada um conjunto de de tecnologias chamado de DRM — Digital Rights Management — que gerencia os direitos que o usuário possui quanto aos produtos que adquire em mídia digital.

A proteção baseada em “Regiões” dos filmes DVD são um exemplo do resultado de iniciativas DRM.

A Intel estava negando que estaria adicionando tecnologias DRM em seus processadores e chipsets, mas admitiu recentemente que estará trabalhando com quem desenvolve estas tecnologias para “certificar que seus processadores funcionem com elas”.

Isso significa que a Intel vai colaborar com iniciativas DRM, que dependem também do hardware para funcionar corretamente. Já foi provado diversas vezes que tecnologias anti-pirateria baseadas somente em software são facilmente quebradas.

O Pentium D já deve incluir funções que auxiliarão o uso de DRM.

DRM é um assunto muito polêmico, impossibilita diversos usos legítimos da mídia digital protegida por essas tecnologias. Na França, um consumidor conseguiu até mesmo ganhar um processo contra o distribuidor da mídia por não conseguir fazer cópias legítimas (para uso pessoal) de um filme protegido por uma função DRM.

Algumas tecnologias DRM também possuem falhas. O DRM do Windows Media Player já foi utilizado por spywares para abrir janelas pop-up e forçar a instalação de programas ActiveX.

Esses são os motivos pelos quais essas tecnologias receberam diversas críticas. Se elas funcionassem corretamente, sem dificultar a vida do usuário comum e impossibilitando somente usos ilegais , talvez DRM não seria considerado uma idéia tão ruim. Enforçando essa tecnologia diretamente no processador dificultará de forma absurda esses usos legais, o que pode trazer críticas para a Intel no futuro.

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