Como medida antiterrorista, o país aprovou uma nova lei que requer que todos os usuários apresentem seus passaportes para usar a Internet e outros serviços de comunicação em estabelecimentos públicos e privados.
Redação Linha Defensiva | 18/10/2005 - 12h40
Entrou em vigor na Itália uma medida antiterrorista em que os usuários que quiserem utilizar cibercafés, ou outros pontos de acesso para a Internet, devem ser identificados por meio do seu passaporte. O objetivo é capturar terroristas limitando sua atividade na rede e desencorajá-los a utilizar a Web.
Qualquer estabelecimento que forneça serviços de comunicação — como acesso à Internet, uso pago do telefone ou fax — deve fazer fotocópias do passaporte de todos que utilizarem seus serviços. Os sites visitados pelos usuários também devem ser guardados pelo estabelecimento.
A nova lei não foi bem aceita por grande parte da população italiana.
Donos de cibercafés reclamam que a regulamentação diminuiu o número de usuários, já que algumas pessoas desistem diante da exigência do documento e da possibilidade de rastreamento dos sites visitados. “Isso é uma perda de tempo. Terroristas não usam cibercafés,” disse, Silvia Malesa, dona de um estabelecimento, de acordo com o The Christian Science Monitor.
Os usuários, por sua vez, comparam-na às leis antiterroristas dos Estados Unidos, que permitem ao governo obter informações sobre a utilização da Internet por uma pessoa sem que a mesma seja notificada, violando sua privacidade.