A internet é um caminho sem volta, mas às vezes é difícil compreender como o uso do banco ou a realização de compras pode ser segura. Na verdade, não há mistérios. A Linha Defensiva selecionou algumas dicas práticas para facilitar sua vida e que podem protegê-lo da maioria dos ataques de criminosos virtuais.

Dinheiro roubado é usado para compras ou sacado por laranjas. (Foto: Divulgação)
Para conseguir uma experiência on-line segura, é preciso se proteger dos vírus. No Brasil, truques e pegadinhas – a chamada engenharia social — são a maneira mais usada para instalar na máquina do usuário um programa malicioso que visa roubar dados bancários (banker). É bem simples: você recebe um e-mail de uma pessoa conhecida, ou um desconhecido com uma afirmação bombástica. Isso atiça a sua curiosidade e o leva a clicar em um link - que acaba infectando o computador. Os criminosos geralmente usam temas atuais, que estão em evidência na mídia. Esses temas mudam, mas a essência é a mesma: vão pedir que você clique no link, execute um arquivo ou visite um site. Pronto! Você agora está infectado.
Existem ataques mais sofisticados que usam sites legítimos e populares. Depois de invadir o site, o criminoso insere um applet malicioso em Java. Esse tipo de ataque geralmente envolve a alteração de arquivos de configuração da rede, como hosts e proxy do navegador. Nos golpes ainda mais refinados, pode ocorrer a instalação de Autoridades Certificadoras falsas, de tal modo que um site clonado do banco consiga mostrar o ‘cadeado’ de segurança como o verdadeiro. Em alguns casos, o vírus instala drivers que irão remover os plugins de segurança do banco ou a solução antivírus. Como raramente o usuário atualiza o Java em seu micro, basta visitar a página para que o applet malicioso seja executado e contamine o computador.
Há ainda outros ataques vindos por e-mails que se passam por uma atualização do banco. Nesses casos, o vírus costuma imitar algum software legítimo do banco. Normalmente, bancos não enviam e-mails desse tipo. Consulte sua instituição financeira.
Os Bankers, enquanto alojados no PC, recolhem os seguintes dados:
Com esses dados em mãos, os criminosos os usam de diversas maneiras. Endereços de e-mails vão para um Banco de Dados gigante que será vendido ou usado para enviar spam. Senhas de IM (MSN por exemplo) servem ao mesmo propósito, enviar mensagens de spam aos contatos. Os dados de acesso ao banco ou numero do cartão de crédito serão usados em operações on-line (transferências para contas de laranjas e/ou compras online, pagamento de faturas, etc.).
Perceba que, mesmo que você não use o banco pela internet, as informações roubadas do seu computador ainda serão usadas para que o criminoso ataque seus amigos.
Você já deve ter ouvido falar de alguém que teve uma boa soma retirada de sua conta por um desses golpes. E também deve ter ficado curioso de saber porque a conta de destino não é rastreada e usada para pegar o criminoso. Pois bem, as contas de destino são contas de laranjas, que “cedem” seus dados muitas vezes sem ter conhecimento disso. As primeiras quantias transferidas são pequenas para não levantar suspeita e assim que o montante é significativo é sacado. Mas em sua maioria o criminoso faz compras e debita direto na conta ou cartão de crédito da vítima.
As compras são enviadas para caixas postais, endereços coletivos e alguns criminosos mais ousados solicitam até a retirada na agência do Correio. Outra forma de usar os dados roubados é clonar o cartão e fazer as compras direto nas lojas.
Colaborou Staff Linha Defensiva
Cadastre-se e receba em seu e-mail
Anuncie | Termos de Uso | Politica de Privacidade | WP | ASAP
Editado por Altieres Rohr. Mantido pelo Staff Linha Defensiva
Apoio: Revenda de hospedagem de sites em datacenter no Brasil, dominios ilimitados