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Cinco golpistas são presos por fraudes on-line no Pará

Posted By Redação Linha Defensiva On 21/07/2011 @ 00h38 In Justiça | No Comments

Cinco pessoas envolvidas em fraudes virtuais foram presas durante o final de semana em Marabá (PA). Denominada Professor Pardal, a operação da Polícia Civil foi deflagrada após o monitoramento da residência de um dos suspeitos, apelidado de Marabazinho. Segundo a polícia, os agentes encontraram toda a quadrilha efetuando transferências bancárias fraudulenta, enquanto vários notebooks estavam ligados e conectados à rede executando ladrões de senhas bancárias que estavam sendo manuseados pelos criminosos.

Com os presos foram apreendidos vários computadores, veículos, aparelhos eletrônicos, um revólver calibre 38 municiado, uma pistola calibre .380 também municiada, além de várias roupas camufladas e capuzes.

Segundo o delegado Alberto Teixeira, a quadrilha vinha sendo monitorada há três meses. Durante as investigações foi constatado a participação dos criminosos em fraudes bancárias e transferências fraudulentas como Documento Ordem de Crédito (DOC), Transferência Eletrônica Disponível (TED), pagamento de boletos bancários e até mesmo de impostos federais, estaduais e municipais.

A quadrilha foi autuada por estelionato, furto mediante fraude, formação de bando ou quadrilha armado, lavagem de dinheiro e posse ilegal de arma de fogo e munição.

“A forma como a quadrilha ostentava poder econômico chamava a atenção na cidade. Apesar da pouca idade, os integrantes do grupo possuem veículos, residências, roupas e outros que não condizem com a realidade de suas atividades ou profissões declaradas”, conta o delegado.

Quadrilha presa no Pará

Quadrilha de criminosos virtuais presa no Pará tinha também armas reais. (Foto: Divulgação/Polícia Civil-PA)

Funcionamento da quadrilha

“As funções dos componentes da quadrilha eram compartilhadas. Alguns membros eram responsáveis para enviar vírus para as vítimas, via MSN e Hotmail, outros de aliciar empresários para pagarem boletos de grande importância e ainda de efetuarem os pagamentos e as transferências através do Software denominado “Professor Pardal”. Esta última função ficava a cargo de Marabazinho, o líder da quadrilha”, detalha o delegado.

Dois suspeitos presos são empresários que pagaram boletos com o dinheiro desviado das contas bancárias.

Os criminosos, segundo o delegado Alberto Teixeira, confessaram a prática do crime, bem como delataram empresários de todo o Brasil que estariam envolvidos na ação criminosa.

Durante a prisão, Marabazinho informou que estava desempregado e por isso resolveu aceitar a empreitada criminosa depois de uma proposta feita por um cracker do estado do Goiás, o qual havia lhe alugado o software. O valor a ser pago pelo aluguel variava dependo do lucro obtido semanalmente com as transações financeiras.

O delegado Alberto Teixeira revela que o trabalho de investigação nos computadores de Marabazinho serão iniciados agora e não há prazo para a conclusão, pois todos os arquivos serão encaminhados para perícia e são inúmeros os documentos a serem analisados. “Mas um dado já sabemos”: o número de vítimas já passa de milhares de pessoas as quais tiveram seus correios eletrônicos e computadores violados, tanto pessoas físicas e jurídicas”, enfatiza o delegado.

O delegado Francisco Bismarck Borges Filho, que acompanhou a operação e é responsável pelo inquérito policial, explica que “os criminosos causaram prejuízos incalculáveis à instituições financeiras bem como aos clientes destas, que todos os dias procuram as delegacias para denunciarem fatos de tal natureza. O objetivo da polícia é identificar e tirar de circulação pessoas que se utilizam dos meios virtuais para praticar crimes”.

Software só é compatível com Windows XP

Marabazinho era possuidor do Software Professor Pardal, utilizado para efetuar transferências, DOC, TED e pagamentos de boletos diversos incluindo impostos e tributos.

O líder da quadrilha confessou ainda que comprava pacotes de dados bancários e de e-mails da vítimas via internet para que pudesse operacionalizar outras transações. O Pardal, segundo a polícia, era executado dentro de uma máquina com Windows XP, porque ele não é compatível com sistemas mais novos.

Com informações da Polícia Civil do Pará


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